SDG Comércio e Serviços de Material e Equipamentos Elétricos Ltda.
O objetivo geral do projeto é a concepção, montagem e ensaios de um inversor monofásico conectado à rede elétrica de até 1kW para aplicações fotovoltaicas, enquadrando-se como microgeração conforme resolução N. 482 da ANEEL. Mais especificamente, o projeto consta de projeto propriamente dito, simulações computacionais, especificação e listagem de materiais eletroeletrônicos, aquisição de equipamentos e componentes para a montagem do protótipo do inversor monofásico. Além da montagem, para que o inversor possa ser aceito comercialmente, é necessário realizar testes pré-homologatórios conforme as normas que regem os equipamentos que são conectados a rede elétrica com o objetivo de fornecer energia de boa qualidade, para proporcionar a característica citada, é necessária aquisição de fontes CA e CC, além de cargas eletrônicas objetivando a realização dos ensaios. Para a execução do projeto é necessário um corpo de profissionais com experiência na área de eletrônica de potência e processamento digital de sinais, bem como experiência em programação de processadores digitais de sinais. Tal perfil de profissionais é atendido pelo conjunto de pessoas envolvidas na presente proposta, contando com Mestres e Doutores com larga experiência na área de desenvolvimento industrial deste tipo de projeto.
Através de uma revisão bibliográfica e consulta com as principais empresas relacionadas a geração distribuída (micro ou minigeração) é constatado que um dos elementos que dificultam o acesso da população a estes sistemas é o preço dos componentes desenvolvidos no exterior. No caso da microgeração através de painéis solares, um dos componentes que possui valor considerável é o inversor que transforma tensão contínua dos painéis fotovoltaicos em tensão alternada com a mesma qualidade da concessionária.
É constatado que, na presente data, a quantidade de fornecedores ou fabricantes no Brasil ainda é incipiente. A grande maioria dos equipamentos comercializados não é produzida localmente, com a maioria das soluções tecnológicas para o inversor, fornecido por empresas norte americanas, europeias e, inclusive, chinesas, cujas principais marcas são: SMA, Santerno, Enphase, Samlex Power, Eltek Sistemas de Energia, ABB, Enphase, Xantrex, EnecSys etc., estes por sua vez são comercializados por empresas atuantes no estado do Ceará e nos demais estados do Brasil.
É observado que nos países que possuem produção própria da tecnologia o custo percentual do inversor, se comparado ao custo total da instalação da geração distribuída, está na faixa dos 7~8% do valor total da instalação.
Entretanto, se tomarmos um orçamento recente para a implantação de um sistema de geração distribuída, o percentual de custo do inversor será da ordem dos 30~40%, principalmente devido a elevada carga de impostos, além do frete que é incorporado ao preço de revenda do equipamento no Brasil (dados do próprio autor). Dados da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) mostram que o percentual, considerando a importação dos componentes, em um sistema de 130kWp (painéis, inversor, cabeamento, instalação etc.), fica na ordem dos 22,89%. De acordo com recente análise da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), é projetado para o ano de 2024 o Brasil apresente aproximadamente 3.208MWpico de potência instalada considerando microgeração distribuída. Esta projeção apresenta um total de potenciais consumidores para a tecnologia que está sendo proposta neste trabalho na ordem de 880 mil unidades. Ademais, é vislumbrada a implantação de empresas que produzam esta tecnologia no estado do Ceará, principalmente com o advento da instalação de fábricas de painéis fotovoltaicos, logo, é necessário que haja inserção de empresas de caráter tecnológico relacionado à área da produção de Energia fotovoltaica, em particular que dominem o projeto do inversor conectado à rede elétrica, o que demanda uma mão de obra qualificada e especializada.