Antena para sistemas de RFID fabricadas através da reutilização e da reciclagem de resíduos da construção civil
VOTU Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos e de Telecomunicações Ltda. ME
RFID é um sistema de identificação automática e captura de dados do inglês Auto Identification and Data Capture, ou simplesmente AIDC, que intercambia suas informações usando ondas de radiofrequência. Essa tecnologia, em especial, a especificada no padrão ISO 18000-6C, tem sido cada vez mais adotada por vários setores da indústria, sendo muito importante na gestão da cadeia de suprimentos como visto em (MOREIRA et al., 2007), (PERIN, 2017) e (SECITECE, 2017). Segundo (DAS, 2017), o mercado de Identificação por Radiofrequência, RFID, movimentou no mundo $10.5 bilhões em 2016 e vai movimentar $11.2 bilhões em 2017, tendo, no Brasil, os elevados custos referentes à infraestrutura necessária como um dos principais obstáculos a sua adoção, como relatado em (ROGERIO, 2006) e (MORETTI, 2017). Assim, o desenvolvimento de uma infraestrutura nacional de RFID de baixo custo é vital para melhorar a atratividade econômica da tecnologia no Brasil, impulsionando assim sua adoção.
Antenas de microfita são usadas em várias aplicações sem fio e estão presentes em mísseis, aviões, naves espaciais e satélites, como afirma (BALANIS, 2005). Essas, de acordo com (BALANIS, 2005) e (FENG, 2008), são leves, finas, baratas, fáceis de fabricar e de polarizar circular e linearmente. Antenas de microfita apresentam uma largura de banda estreita que diminui a interferência no sistema de comunicação em debate e são facilmente integradas às redes de alimentação e aos dispositivos de casamento de impedância correspondentes. Todas essas características fizeram o dispositivo de irradiação supracitado o mais popular para os leitores dos sistemas de identificação por radiofrequência que funcionam na banda UHF, como visto em (DOBKIN, 2008).
A indústria da construção civil no Brasil, de acordo com (FADUL, 2015), movimentou R$ 253,6 bilhões e ocupou 13,5% da força de trabalho do país em 2015. Segundo (SALVATO; NEMEROW; AGARDY, 2003), essa indústria gera entre 41 e 70% da massa total dos resíduos sólidos produzidos em ambiente urbanos como afirma (JÚNIOR, 2007). Em (MANCINI et al., 2007), o potencial de reciclagem na cidade brasileira de Sorocaba é mostrado, evidenciando notáveis quantidades de plásticos, 2,55%, e metais, 9,84%, materiais que se forem bem selecionados e convenientemente preparados podem ser aplicados na fabricação de dispositivos de radiofrequência, mantendo o mesmo padrão de desempenho estabelecido pelos dispositivos feitos a partir de matéria prima virgem.
Segundo (EMBRAPA, 2017), a casca do coco verde corresponde a mais de 70% do lixo de regiões costeiras como Fortaleza, mas a fibra vegetal que o compõe pode ser reutilizada para compor partes plásticas, de acordo com (GELFUSO M. V. et al., 2010).
Dessa forma, esse projeto tem como objetivo elaborar o Produto Mínimo Viável, PMV, de uma Antena de Baixo Custo para Sistemas de RFID Fabricadas Através da Reutilização e da Reciclagem de RCCs e Fibra de Coco, ou simplesmente Antena de Baixo Custo e Impacto Ambiental e Alto Desempenho, que pretende ajudar o meio ambiente e o campo da tecnologia de identificação por rádio frequência, gerando ainda oportunidades e renda para o Estado do Ceará, sendo tudo isso resultado de uma única ação.