FORTBAC: desinfetante a base de compostos fenólicos extraídos do LCC e nanopartículas de metal como solução inovadora, eficiente e sustentável
SOLQUÍMICA Indústria Química e Farmacêutica EIRELI
O líquido da casca da castanha de caju (LCC) é um coproduto subutilizado proveniente do beneficiamento de castanha de caju que possui grande potencial na síntese de novos produtos para aditivos de forma a agregar mais valor à cadeia produtiva industrial, através de geração de produtos de química fina. O LCC é constituído de uma mistura de compostos fenólicos nos quais são conhecidos pela sua atividade antimicrobiana e antiviral. As nanopartículas de metais como prata e cobre são também conhecidas por possuírem atividades antimicrobiana e antiviral, devido à escala nano conferir propriedades únicas e maiores interações com o patógeno conferindo ao produto bioatividade. O ambiente médico-hospitalar possui uma imensa propensão à infecção tanto por bactérias, vírus e fungos. Desta forma, o ambiente tem que ser desinfetado/esterilizado para que não promova riscos aos seus frequentadores. A adição de compostos fenólicos na formulação de saneantes combinados ou não a nanopartículas de metais proporcionará propriedades antimicrobiana e antiviral de amplo espectro durante a sua aplicação em ambiente médico-hospitalar. O presente projeto tem como objetivo o desenvolvimento de novos produtos desinfetantes antimicrobiano e antiviral para aplicação na área médico-hospitalar utilizando o LCC (líquido da castanha caju) em combinação com as nanopartículas de metais com o intuito de diminuir o risco de infecções e contágios de doenças infecciosas tais como bactérias resistentes e o novo coronavírus (Covid-19). O presente projeto usará a expertise mercadológica da Empresa Fortsan que possui mais de 20 anos no mercado produzindo produtos químicos utilizados na área médico-hospitalar. A partir do LCC, espera-se isolar por cromatografia os seus compostos fenólicos tais como cardanol, cardol, ácido anacárdico e derivados. A caracterização dos compostos fenólicos será realizada por análises espectroscópicas e físico-químicas tais como Espectroscopia de Infravermelho (FT-IR), Ultravioleta (UVVis), Cromatografia Líquida acoplada à Espectrometria de massa (CL/EM), Ressonância Magnética Nuclear (RMN) de 1H e 13C, Termogravimetria (TGA/DTG) e Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC). Adicionalmente, espera-se sintetizar nanopartículas de metais a partir de prata e cobre e caracterizá-los para elucidação das suas propriedades. A caracterização das nanopartículas de metais será realizada por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Difração de Raios-X (DRX) e tamanho de partícula. Dependendo das informações estruturais dos compostos, os mesmos serão aplicados em produtos desinfetantes com o intuito de verificar a atividade antimicrobiana e antiviral, como alternativa aos antimicrobianos sintéticos comerciais tais como os quaternários de amônio. Assim, produzir um desinfetante com uma nova tecnologia, sobretudo mais sustentável que as comercialmente disponíveis atualmente, culmina no aumento da competitividade do produto no mercado e agrega valor à cadeia produtiva da castanha de caju através de economia circular e Produção Mais Limpa. O desenvolvimento dos novos produtos gerará impactos tecnológico e socioambiental ao disponibilizar no mercado um novo produto mais verde e sustentável, devido ao uso de uma matéria-prima proveniente de um coproduto da agroindústria em alternativa aos atuais com eficiência semelhante e ação rápida. Além disso, a proposta impactará positivamente para a empresa proponente pelo aumento do portfólio de produtos, aumentando assim o faturamento da mesma.