SMARTEA: sistema de IoT e inteligência artificial para apoio ao diagnóstico e terapêutica de crianças com transtorno de espectro autista
MRGP Gestão de Projetos e Capacitação
O transtorno de espectro autista (TEA) é um transtorno neuropsiquiátrico do desenvolvimento que se caracteriza por atraso ou total ausência de interações não verbais e comunicação verbal, que pode apresentar diversos níveis de intensidade, apresentando aspectos de atraso ou ausência de linguagem, linguagem estereotipada ou idiossincrática, incapacidade de iniciar ou sustentar uma conversa, dentre outros. Enquanto no Brasil estatísticas indicam que existem mais de 2 milhões de portadores, dados do censo escolar de 2018 indicam um crescimento de mais de 37% no número de crianças autistas em escolas normais em apenas um ano. No Estado do Ceará, apesar de diversas iniciativas estarem sendo tomadas, a baixa adesão à utilização de escalas internacionais padronizadas durante o diagnóstico e acompanhamento do TEA justifica a inexistência de um perfil clínico epidemiológico de indivíduos portadores deste transtorno. Além disso, estatísticas internacionais apontam que o diagnóstico é realizado, em média, com 4 anos de idade, enquanto já existem métodos seguros de diagnóstico a partir dos 2 anos, e essa demora pode influenciar bastante na terapêutica. Com isso, o desconhecimento e a falta de padronização no diagnóstico, terapêutica e de apoio em geral tanto nas instituições de saúde quanto em instituições educacionais, necessita de soluções que efetivamente permitam uma melhoria deste suporte a estes indivíduos e suas famílias. Diante desta realidade, o uso de tecnologias inovadoras como o monitoramento de sinais biológicos com múltiplos sensores, integrados a uma plataforma de Internet das Coisas (IoT - Internet of Things) com ênfase na análise dos sinais com técnicas processamento digital e de inteligência artificial (IA) podem ser utilizados para ajudar tanto no diagnóstico. O presente projeto propõe o desenvolvimento de uma plataforma inteligente de biofeedback, baseada em tecnologia de IoT. com múltiplos sensores integrados a módulos de processamento de sinais baseados em análises lineares e não lineares e inteligência artificial com uso de técnicas de aprendizagem de máquina (ML Machine Learning) e aprendizado profundo (DL - Deep Learning) para reconhecimento de padrões, agrupamentos, classificação automática e geração de informações para auxílio às equipes multidisciplinares que atuam no apoio aos portadores de TEA. A solução proposta será escalável para qualquer número de indivíduos em atendimento, permitirá análises e tomadas de decisão em tempo real de forma automática ou ainda sob a supervisão de profissionais autorizados e terá como saídas dashboards individuais de acompanhamento, relatórios por sessão e interseções e análises de dados históricos. Para desenvolver esta solução, a MRGP, que já trabalha com projetos internacionais na área de monitoramento de sinais biológicos, estabeleceu uma parceria com o CONECTA, uma nova iniciativa vinculada ao IPREDE - Instituto da Primeira Infância, especializada no atendimento de crianças portadoras de TEA. Com essa parceria, será possível modelar, refinar e validar protocolos tanto de diagnóstico quanto de aplicações terapêuticas e gerar soluções customizáveis para instituições de saúde e escolas públicas e privadas, além da possibilidade futura de gerar sistemas individuais de apoio e acompanhamento de desempenho.
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