O Programa de Padronização e Controle para o Uso das Utilidades, criado pelo governo estadual por meio da Lei 16.710/2018 e do Decreto nº 33.264/2019, busca promover o uso racional de recursos e mudar os processos de gestão e relacionamento com as concessionárias de serviços públicos. A gestão do programa foi atribuída à SEINFRA, que iniciou o monitoramento do consumo de energia elétrica nos prédios públicos com apoio do Programa Cientista Chefe em Energia. Há, contudo, a necessidade de estender o monitoramento a outras utilidades, empregando técnicas de previsão de consumo baseadas em Inteligência Artificial (IA) e Power BI. Esses métodos visam reduzir gastos públicos e identificar faturas anômalas em relação ao histórico de consumo, além de avaliar demandas contratadas de consumidores de alta tensão (Tipo A). As ações em energia elétrica já proporcionaram uma economia mensal de R$ 300 mil ao estado, e as iniciativas propostas têm potencial para ampliar essa economia, permitindo maior investimento social.
Com o Plano Ceará 2050, o programa Renda do Sol se tornou uma política de Estado para promover renda básica. Atualmente, o Ceará está fechando financiamentos nacionais e internacionais para a implantação desse programa, com um investimento inicial de R$ 35 milhões. O Programa Cientista Chefe em Energia foi convocado para auxiliar a SEINFRA e a SDA no desenvolvimento de sistemas agrifotovoltaicos em áreas sujeitas à desertificação, caracterizadas por altas temperaturas, baixos índices pluviométricos e baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Esses sistemas representam uma oportunidade de desenvolvimento social e econômico para essas regiões.
O Ceará também ganhou destaque internacional como a ""Casa do Hidrogênio Verde (H2V)"", devido à sua capacidade de geração de energias renováveis, resultando em US$ 60 bilhões em memorandos de entendimento com 22 empresas nacionais e internacionais. Apesar de a produção de hidrogênio por eletrólise ser uma tecnologia centenária, a produção em larga escala apresenta desafios significativos, como a alta demanda por energia elétrica e água, e os impactos na rede elétrica e na transição energética.
O Programa Cientista Chefe em Energia trabalhará em conjunto com a SEINFRA e outras instituições para:
- Mitigar os impactos de grandes eletrolisadores na rede elétrica;
- Desenvolver conhecimento local para a produção de hidrogênio em larga escala;
- Avaliar o consumo de água na produção de H2V;
- Estudar o impacto do H2V na transição energética do Estado;
- Disseminar conhecimento sobre grandes eletrolisadores no Ceará.
Com a transição energética, surge também a necessidade de avaliar o impacto do uso de carros elétricos a bateria e a hidrogênio. O Programa Cientista Chefe em Energia realizará estudos preliminares sobre mobilidade elétrica, orientando o estado em relação às oportunidades tecnológicas no contexto atual do desenvolvimento energético.
Esse programa se posiciona como um pilar estratégico na busca por soluções inovadoras que alinhem o Ceará às exigências da sustentabilidade e à transição energética global, promovendo eficiência, economia e desenvolvimento socioeconômico.