Barreira de proteção anti-aerosóis para procedimentos em vias aéreas superiores de pacientes com síndrome de angústia respiratória aguda (SARA) por Covid-19
Na linha de frente do combate à pandemia de Covid-19, os profissionais de saúde enfrentam o desafio de equilibrar o uso racional de equipamentos de proteção individual (EPIs), cada vez mais escassos, com o alto risco de contrair a infecção pelo vírus SARS-CoV-2. Estima-se que 14% dos pacientes com Covid-19 necessitem de internação hospitalar, muitas vezes com manipulação das vias aéreas superiores, procedimento que gera aerossóis. Sabe-se que a contaminação do operador e do ambiente por esses aerossóis é significativamente reduzida quando barreiras de proteção são utilizadas em conjunto com os EPIs.
Esse projeto se justifica pela urgência em pesquisar e testar protótipos de barreiras físicas capazes de minimizar o risco de contaminação da equipe médica, dos EPIs e do ambiente. Além disso, busca-se desenvolver soluções custo-efetivas que permitam a produção em escala, atendendo à rede de saúde do Ceará, e aumentem o tempo de uso de certos EPIs, em conformidade com as diretrizes de racionalização da OMS.
Objetivos: o projeto visa desenvolver protótipos de barreiras físicas contra aerossóis produzidos durante intervenções nas vias respiratórias superiores, como intubação e extubação orotraqueal. Os testes dos protótipos serão realizados com o uso de corantes e filmagens em alta resolução para rastrear as partículas produzidas durante os procedimentos.
Cronograma:
- Desenvolvimento e testes dos protótipos: abril e maio de 2020;
- Produção e controle dos equipamentos: junho e julho de 2020.
Orçamento: o custo total estimado é de R$ 148.300,00, distribuído da seguinte forma:
- Câmeras e computadores: R$ 30.000,00;
- Bolsas de pesquisa: R$ 66.000,00;
- Insumos e mão de obra para produção das barreiras: R$ 52.300,00.
Impacto: os resultados esperados incluem a redução da contaminação em procedimentos de alto risco, aumento da segurança dos profissionais de saúde, maior eficiência no uso de EPIs e o desenvolvimento de soluções escaláveis que atendam às demandas da rede de saúde estadual. O projeto busca contribuir diretamente para a proteção dos trabalhadores da saúde, alinhando-se às normativas da OMS e fortalecendo a resposta local à pandemia.