O presente projeto teve como objetivo dar continuidade ao desenvolvimento do Elmo, capacete de respiração contra a Covid-19, evoluindo sua estrutura para incluir componentes eletrônicos e sistemas de sensoriamento. Essas inovações buscavam auxiliar as equipes de saúde na avaliação do progresso dos pacientes, além de implementar melhorias baseadas nos dados obtidos durante a utilização da versão anterior do Elmo em hospitais.
Com o avanço da pandemia da Covid-19, causada pelo Coronavírus, o mundo enfrentou desafios significativos, como a criação de máscaras, respiradores, vacinas, testes clínicos e medicamentos para minimizar os sintomas da doença. A urgência do momento levou à formação de diversos grupos em busca de soluções, envolvendo a colaboração de indústrias, academia, instituições de ensino, governo e órgãos de fomento.
No Ceará, destacou-se o grupo formado pela Universidade de Fortaleza, Esmaltec, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e Governo do Estado do Ceará. Com subdivisões estratégicas, esse grupo iniciou atividades como a confecção de máscaras caseiras, o desenvolvimento de um respirador eletromecânico baseado em Ambu e a criação de uma máscara de respiração, que posteriormente evoluiu para o capacete inflável de respiração, chamado de Elmo.
O Elmo, ao proporcionar respiração mecânica não invasiva, desempenhou um papel crucial na prevenção da intubação de pacientes, reduzindo a necessidade de internações em leitos de UTI para casos moderados e graves. Essa inovação tornou-se essencial no combate à pandemia, permitindo uma avaliação mais precisa do quadro clínico dos pacientes e adiando, quando necessário, o uso de métodos mais invasivos.
Com atributos como pressão positiva, cúpula transparente e controle da temperatura do ar injetado, o Elmo garantiu maior conforto aos pacientes, que não precisavam ser sedados. Essa abordagem não invasiva também reduziu a necessidade de fisioterapia posterior.
Desenvolvido em tempo recorde, graças ao empenho das equipes envolvidas, o projeto continua sua evolução com base nas lições aprendidas no uso prático. Entre as melhorias estão o reposicionamento de mangueiras, novos tamanhos para vedação do pescoço e a integração de sensores para monitoramento e avaliação clínica. Este projeto definiu os próximos passos do Elmo, abrangendo ajustes mecânicos derivados do uso em campo e a ampliação de suas funcionalidades com eletrônica embarcada, fortalecendo ainda mais sua aplicação na área da saúde.