Quantificação da contaminação do pescado, ameaça à segurança alimentar pela exposição humana e a sustentabilidade das cadeias produtivas da pesca e aquicultura no Estado do Ceará
O projeto ""Quantificação da Contaminação do Pescado, Ameaça à Segurança Alimentar pela Exposição Humana e a Sustentabilidade das Cadeias Produtivas da Pesca e Aquicultura no Estado do Ceará"" tem como objetivo principal avaliar a contaminação de produtos da pesca e da aquicultura, verificando a presença de metais como mercúrio (Hg), cádmio (Cd) e chumbo (Pb), além de analisar os riscos à saúde humana devido ao consumo de organismos aquáticos contaminados. Com dados coletados entre 1997 e 2021, o Ceará ocupou o terceiro lugar em volume de pescado exportado pelo Brasil em 2021, com 9.620 toneladas, e o primeiro lugar em valores monetários (US$ 110.653.182). A partir disso, o projeto elaborou uma lista de espécies mais comercializadas no estado, destacando as que apresentam maior risco de contaminação por Hg e Cd, sendo o primeiro produto do projeto. Este levantamento foi complementado por visitas aos principais centros de comercialização de pescado em Fortaleza e em outros municípios, além dos estados do Maranhão e Rio Grande do Norte. Até o momento, foram coletadas 66 amostras de pescado e analisadas as concentrações de Hg e Cd. Os resultados mostram que os níveis de Hg estão abaixo dos limites legais estabelecidos pela legislação brasileira (1,0 mg/kg para espécies predadoras e 0,5 mg/kg para outras espécies), mas algumas espécies, como elasmobrânquios e peixes oceânicos de grande porte, apresentam concentrações mais elevadas. Por outro lado, crustáceos, moluscos e produtos da aquicultura mostraram menores concentrações de Hg, indicando um baixo risco de exposição. Embora os níveis de Hg encontrados estejam dentro dos limites permitidos, as estimativas preliminares de risco indicam a necessidade de restrição moderada do consumo de algumas espécies devido ao impacto da frequência e da quantidade consumida. O estudo continua a monitorar e avaliar os riscos para a segurança alimentar e o impacto no setor produtivo cearense.
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